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Atualizado em: 26-01-2026 15:30

Descaso no DPT de Feira: Aparelho de raio-x quebrado trava liberações e corpos precisam ser levados para Serrinha

Equipamento está fora de operação há sete meses, atrasando sepultamentos e aumentando a dor de quem perdeu entes queridos
Descaso no DPT de Feira: Aparelho de raio-x quebrado trava liberações e corpos precisam ser levados para Serrinha Descaso no DPT de Feira: Aparelho de raio-x quebrado trava liberações e corpos precisam ser levados para Serrinha

A dor da perda tem sido acompanhada por uma dose extra de indignação para as famílias que dependem do Departamento de Polícia Técnica (DPT) de Feira de Santana. Principal unidade da Macro Regional do Recôncavo, o órgão está há sete meses com o aparelho de raio-x quebrado. O defeito não é apenas um detalhe técnico: sem o equipamento, a liberação de corpos — especialmente em casos de mortes violentas — virou um teste de paciência e sofrimento.

 

Sem o raio-x em Feira, o procedimento padrão passou a ser o deslocamento. Corpos que necessitam de exames complementares, como a localização de projéteis ou fragmentos de faca, precisam ser transportados até o município de Serrinha. O resultado é um efeito dominó de atrasos que atinge em cheio o planejamento de velórios e sepultamentos.

 

Departamento de Polícia Técnica de Feira

 

“Pagamos nossos impostos e temos que passar por isso. Às vezes, a gente culpa até a funerária, mas a verdade é essa burocracia. Depois de perder uma pessoa, ainda temos que enfrentar esse desrespeito”, desabafou um familiar que preferiu não se identificar.

 

O raio-x é peça-chave na medicina legal. Ele permite que o legista localize balas e metais sem a necessidade de incisões exploratórias, preservando a integridade do cadáver. Além disso, é fundamental para a identificação humana, permitindo comparar arcadas dentárias ou próteses com registros de quando a vítima ainda estava viva — um método tão preciso quanto a impressão digital.

 

A reportagem entrou em contato com a assessoria de comunicação do DPT na última sexta-feira (23). Até o fechamento desta matéria, no entanto, não houve qualquer retorno sobre a previsão de conserto do aparelho ou sobre medidas paliativas para reduzir a espera das famílias.

 

Para quem aguarda na porta do órgão, o sentimento é de que a dignidade humana está ficando em segundo plano diante da falta de manutenção básica.

 

Blog Central de Polícia, com informações e fotos de Denivaldo Costa (Rádio Subaé)

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