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Atualizado em: 16-03-2026 17:30

Cenário de guerra na BR-324: Uma pessoa morre e nove ficam feridas e presas a ferragens após engavetamento

O cenário de guerra, com ferragens retorcidas e veículos lançados para fora da pista, é o reflexo de uma rodovia que parece ter sido entregue à própria sorte
Cenário de guerra na BR-324: Uma pessoa morre e nove ficam feridas e presas a ferragens após engavetamento Cenário de guerra na BR-324: Uma pessoa morre e nove ficam feridas e presas a ferragens após engavetamento

A BR-324 reafirmou seu infame apelido de "Rodovia da Morte" na tarde desta segunda-feira (16). Um grave engavetamento no trecho de Amélia Rodrigues, envolvendo nove veículos — entre carros de passeio, um caminhão e uma carreta —, deixou um rastro de destruição, uma pessoa morta e nove feridas. O cenário de guerra, com ferragens retorcidas e veículos lançados para fora da pista, é o reflexo de uma rodovia que parece ter sido entregue à própria sorte.


De acordo com informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), o acidente aconteceu por volta das 13h e envolveu carros de passeio, um caminhão e uma carreta no trecho de Amélia Rodrigues. O impacto da colisão foi considerado forte. No acidente desta segunda, a violência do impacto reduziu um dos veículos a um amontoado de metal. O Corpo de Bombeiros e a PRF lutaram contra o tempo para retirar vítimas das ferragens em meio ao fluxo parcialmente interrompido.


O "vácuo" da Via Bahia 


O que deveria ser um alívio para os baianos tornou-se um pesadelo logístico. A saída da concessionária Via Bahia, após anos de críticas e processos judiciais por falta de investimentos, deixou um vácuo administrativo que o Governo Federal ainda não conseguiu preencher.


A expectativa de uma nova licitação ou de um modelo de gestão eficiente esbarra na morosidade governamental. Enquanto os editais não avançam e a substituição definitiva de uma concessionária permanece no campo das promessas, quem paga a conta — muitas vezes com a vida — é o usuário.


O "teatro" da manutenção: DNIT sob críticas


Com a rodovia de volta às mãos do setor público de forma provisória, o DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) assumiu a responsabilidade pela manutenção. No entanto, o que se vê na prática é uma operação marcada pela desorganização:


Buraqueira Crônica: Quilômetros de asfalto deteriorado que obrigam motoristas a manobras bruscas, a principal causa de colisões traseiras e engavetamentos.


Serviços Irrelevantes: Relatos de usuários apontam que as intervenções atuais focam em "maquiagem", como roçagem de mato ou sinalização em trechos onde o asfalto já não existe, ignorando o recapeamento estrutural necessário.


Trânsito Travado: As manutenções são frequentemente realizadas sem planejamento de horários, travando o fluxo em horários de pico para serviços que não melhoram efetivamente a trafegabilidade. O resultado são filas quilométricas para tapar buracos que reaparecem na primeira chuva.
 

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