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Vereadores "apertam o pescoço" das empresas de ônibus e vans; veto do prefeito é derrubado com ajuda de aliado

A votação desta terça-feira surpreendeu pelo voto do vereador Jurandy Carvalho, contra o veto do prefeito Colbert
Vereadores "apertam o pescoço" das empresas de ônibus e vans; veto do prefeito é derrubado com ajuda de aliado Vereadores "apertam o pescoço" das empresas de ônibus e vans; veto do prefeito é derrubado com ajuda de aliado

A Câmara Municipal de Feira de Santana derrubou, na manhã desta terça-feira (19), o veto do prefeito Colbert ao projeto lei polêmico que determina ao transporte público urbano conduzir apenas passageiros sentados. Até vereador da base governista votou a favor da queda do veto do Executivo. O veto foi derrubado com 13 votos a favor e 7 contrários.

Caso seja promulgado pela Câmara Municipal, o projeto é uma pá de cal no transporte coletivo urbano em Feira de Santana. As empresas, bastante desgastadas pela pandemia de covid-19, já manifestaram, em reunião com o Ministério Público do Trabalho e representantes da Prefeitura e dos rodoviários, o desejo até de deixar de operar em Feira devido aos prejuízos acumulados.

Na votação desta terça-feira (19), surpreendeu o voto do vereador Jurandy Carvalho, da base governista, que votou contra o veto do prefeito Colbert. "Estou aqui para votar pelo povo, que me elegeu", argumenta.

O líder do governo na Câmara, vereador Lulinha, questionou a derrubada do veto. "Depois vão reclamar que tem passageiros aglomerados nos pontos à espera de ônibus. As empresas já vivem uma grave crise e esse projeto cria ainda mais dificuldades. O projeto prevê até que não tenha ar-condicionado nos veículos e obriga motoristas e cobradores a serem faxineiros. O prefeito foi coerente ao vetar o projeto e votei com minha consciência. Estamos contribuindo para aumentar a crise nas empresas e aos donos de vans", diz Lulinha.

O projeto de lei é de autoria do vereador Pedro Cícero. Determina entre outras coisas, que ônibus e vans só podem transportar passageiros sentados. Ao Protagonista, Colbert afirmou que o veto aconteceu "porque se trata de uma questão de mobilidade urbana mais complexa".

Para Colbert, o projeto de lei de Pedro Cícero criaria dificuldades para as empresas e donos de vans do transporte alternativo. "Certamente geraria custos maiores ao sistema e, caso as empresas atuais deixassem de operar, haveria dificuldades para atrair novas empresas de transporte", analisa Colbert.

O veto foi publicado no Diário Oficial Eletrônico do Município há alguns dias. "Porque os custos operacionais do transporte público municipal serão majorados, implicando obrigações não previstas nos contratos de concessão pública", diz trecho da publicação.

Além da imposição de passageiros apenas sentados nos ôniubus e vans do transporte alternativo, o projeto de lei do vereador Pedro Cícero também determina a adoção de medidas preventivas ao covid-19 já existentes, como uso de álcool em gel, higienização dos veículos e uso de máscara por rodoviários e passageiros.

 

Comentários (2)

A primeira vista o projeto parece ser bom, porem pode ser o contrario . Qual empresa vai querer operar em Feira dessa forma?
Agora piora, as empresas vai embora de vez

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