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Atualizado em: 18-06-2025 14:17

Município mais endividado da Bahia, Santanópolis fez São João milionário

A realização do evento chama atenção diante da grave situação fiscal enfrentada pela cidade
Município mais endividado da Bahia, Santanópolis fez São João milionário Município mais endividado da Bahia, Santanópolis fez São João milionário

Mesmo figurando entre os municípios mais endividados do país, Santanópolis, na região de Feira de Santana, desembolsou R$ 1,3 milhão para promover um São João com grandes atrações musicais. A festa ocorreu entre os dias 13 e 15 de junho no Estádio Almeidão, reunindo nomes como Tarcísio do Acordeon, Iguinho e Lulinha, Luan Estilizado e Devinho Novaes. Somente Tarcísio e Iguinho e Lulinha custaram aos cofres públicos R$ 450 mil e R$ 400 mil, respectivamente.


A realização do evento chama atenção diante da grave situação fiscal enfrentada pela cidade. Segundo dados do Tesouro Nacional, Santanópolis — com população estimada em apenas 8.987 habitantes — aparece entre os maiores devedores do país, com uma dívida total de R$ 25,7 milhões apenas em 2024. Do montante, 85,2% é referente a parcelamentos, financiamentos e contribuições previdenciárias; os demais 14,2% são empréstimos e financiamentos internos.


Ainda de acordo com o Tesouro Transparente, a União precisou quitar R$ 350 mil em dívidas do município apenas no primeiro semestre deste ano. Em maio, foram R$ 70 mil pagos pelo governo federal para cobrir pendências da cidade, que divide a lista de maiores devedores com grandes centros urbanos como Natal (RN), São Bernardo do Campo (SP) e Chapecó (SC).


Apesar do rombo fiscal, o prefeito Gilson Cerqueira Almeida, conhecido como Vitor do Posto (MDB), tem priorizado os investimentos nos festejos juninos. A contratação dos artistas foi revelada pelo Painel da Transparência dos Festejos Juninos do Ministério Público da Bahia (MP-BA).


Recentemente, o gestor foi multado em R$ 5 mil pelo Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), que acatou o parecer do conselheiro-relator Ronaldo Sant’Anna. A decisão, proferida no início de junho, ainda cabe recurso.


A combinação entre o alto endividamento e os gastos expressivos com festas levanta questionamentos sobre as prioridades da administração municipal.


(O Protagonista com informações do A Tarde)

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