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Atualizado em: 02-07-2026 13:46

Morte de venezuelano em casa de passagem em Feira é investigada

[Foto: Reprodução/Conectado News] O homem morreu na quarta-feira (1º), no Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA), após sofrer uma queda do muro da unidade de acolhimento
Morte de venezuelano em casa de passagem em Feira é investigada Morte de venezuelano em casa de passagem em Feira é investigada

A morte do venezuelano Moreno Rattia Pérez, de 29 anos, acolhido em uma casa de passagem mantida pela Prefeitura de Feira de Santana, está sendo investigada pelas autoridades. O homem morreu na quarta-feira (1º), no Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA), após sofrer uma queda do muro da unidade de acolhimento, localizada no antigo Colégio Municipal Coriolano Carvalho, no bairro Sobradinho.


Em entrevista à Rádio Subaé, nesta quinta-feira (2), a secretária municipal de Desenvolvimento Social, Gerusa Sampaio, esclareceu que o imóvel não funciona como escola, apesar de ter abrigado uma unidade de ensino no passado.


"Ali não funciona uma escola. É uma casa de passagem. O local foi cedido pelo Município justamente para servir como estrutura de acolhimento", afirmou.


Segundo a secretária, Moreno deixou o espaço durante a madrugada sem que a equipe percebesse. Ela relatou que o acolhido teria ingerido bebida alcoólica e, ao tentar deixar o local pulando o muro, sofreu a queda que provocou traumatismo cranioencefálico (TCE) e outras fraturas. Socorrido pelo Samu, ele foi encaminhado ao HGCA, mas não resistiu aos ferimentos.


Gerusa Sampaio informou ainda que a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social acompanha o caso e presta assistência à família, incluindo o custeio das despesas funerárias.


Durante a entrevista, a secretária também comentou sobre denúncias envolvendo possível atuação de traficantes nas proximidades da casa de passagem. Segundo ela, não há confirmação oficial sobre tentativas de aliciamento de refugiados para o consumo ou tráfico de drogas.


Atualmente, a unidade acolhe 57 venezuelanos em situação de vulnerabilidade social, oferecendo alimentação, acompanhamento técnico e acesso à rede de assistência. De acordo com a Sedeso, o Município trabalha, em parceria com a Defensoria Pública da União, para transferir as famílias para moradias autônomas, garantindo maior segurança e autonomia aos refugiados.

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