Informação divulgada pelo site Bahia na Política, do jornalista Jair Onofre, aponta que a inabilitação do Consórcio Saúde Feira de Santana, vencedor do leilão da Parceria Público-Privada (PPP) do novo Hospital Municipal, abriu caminho para a convocação do segundo colocado na disputa.
Com a decisão da Comissão Especial de Licitação da Prefeitura de Feira de Santana, ganha força o Consórcio Hospital de Feira de Santana, formado pelas empresas Metro Engenharia e Consultoria e SM Assessoria Empresarial e Gestão Hospitalar.
No leilão realizado na B3, em São Paulo, o grupo apresentou proposta de contraprestação mensal de R$ 6,595 milhões, ficando atrás apenas do consórcio inicialmente vencedor, que havia ofertado R$ 6,287 milhões.
Segundo o levantamento publicado pelo Bahia na Política, a Metro Engenharia possui forte atuação em contratos públicos no município. Atualmente, a empresa executa a obra de duplicação da avenida Artêmia Pires, um dos maiores projetos de mobilidade urbana em andamento em Feira de Santana, em contrato superior a R$ 58,4 milhões.
Ainda de acordo com a publicação, a construtora acumulou cerca de R$ 39,1 milhões em contratos e pagamentos realizados pela Prefeitura de Feira entre 2021 e o início de 2025, antes mesmo da assinatura da obra da Artêmia Pires. A empresa também atua em empreendimentos da área de saúde e em grandes obras de infraestrutura na Bahia.
Caso seja oficialmente convocado e habilitado, o Consórcio Hospital de Feira de Santana poderá assumir um dos maiores contratos públicos da história do município. A PPP prevê a construção do novo Hospital Municipal e a gestão dos serviços de apoio da unidade pelo período de 22 anos, em um contrato estimado em R$ 1,88 bilhão.
Além da Metro Engenharia, o consórcio conta com a participação da SM Assessoria Empresarial e Gestão Hospitalar, empresa especializada na administração de unidades de saúde.
Com a inabilitação da primeira colocada, a Prefeitura deverá analisar agora a documentação apresentada pelo segundo colocado para definir se o grupo atende às exigências do edital e poderá assumir o empreendimento sem necessidade de realização de um novo leilão.
(Com informações do Bahia na Política)