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A cada 2 anos vigilantes têm que provar honestidade, diz sindicalista

A sessão solene alusiva ao Dia Nacional do Vigilante foi realizada por iniciativa do vereador Lulinha (UB)
A cada 2 anos vigilantes têm que provar honestidade, diz sindicalista A cada 2 anos vigilantes têm que provar honestidade, diz sindicalista

“Não nos enxergam; dentro de uma farda somos invisíveis”. A afirmação é de José Boaventura Santos, presidente da Confederação Nacional dos Vigilantes e resume o sentimento dos profissionais que atuam em todos os segmentos da sociedade, em defesa da vida. Na noite de segunda-feira (20) todos os olhares foram direcionados para eles, na Câmara Municipal de Feira de Santana, em uma sessão solene alusiva ao Dia Nacional do Vigilante, realizada por iniciativa do vereador Lulinha (UB). 

Apesar da queixa inicial, o sindicalista reconheceu que a situação já foi bem pior. “Antes, nem existíamos”, salientou, ao falar de conquistas como a lei que estabelece cota para mulheres e a obrigatoriedade da permanência de vigilantes em áreas de auto atendimento em agências bancárias. “São legislações que nos dá resistência e nos tira da invisibilidade”, disse, lamentando que o vigilante seja o único profissional que precisa provar, a cada dois anos, que é honesto.  

A palestrante da noite, Rosa Carla Santana Garcia, instrutora do Curso de Formação de Vigilante, falou sobre o que é ser vigilante e a importância da busca permanente de qualificação e capacitação da categoria. “Temos motivação para continuar nessa profissão, cujo objetivo maior é preservar vidas”, disse a convidada, comemorando o fato de 45% dos vigilantes do Nordeste serem mulheres. Rosa Garcia encerrou a palestra com uma dinâmica descontraída com os presentes no plenário e na galeria. 

De acordo com matéria da assessoria de comunicação da Câmara (Ascom), os desafios e conquistas dos vigilantes ao longo do tempo foram abordados por Juracy Mendes da Conceição, presidente do Sindvigilantes de Feira de Santana, que definiu a Câmara como “espaço democrático”, que abriu as portas para homenagear uma categoria que passa despercebida dentro do fardamento. Também se manifestaram durante a sessão Dualma Queiroz dos Santos, vice-presidente da Confederação dos Vigilantes do Nordeste; Daiana dos Santos Alcântara, diretora Geral do Sindicato dos Servidores Administrativos da UEFS; e Jorge Passos, representante da empresa AVI. 

 

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